Usina Hidrelétrica Dr. Gravatá

  • Autor: Diretoria de Comunicação Social
  • Autor: Diretoria de Comunicação Social
  • Autor: Diretoria de Comunicação Social
  • Autor: Diretoria de Comunicação Social
  • Autor: Diretoria de Comunicação Social

Capela Nova do Betim possuía uma queda notável - a do Rio Betim - com uma caída de 84 metros, em sua porção final. A Usina “Dr. Gravatá”, como era popularmente conhecida, teve seu início de funcionamento em 1914. Sua construção foi realizada pelo Estado de Minas Gerais e pela empresa Schnoor, de propriedade do francês Emílio Schnoor.

Antônio Gonçalves Gravatá era o engenheiro-chefe da empresa Schnoor e, em 1909, veio para o Distrito de Capela Nova do Betim com a finalidade de construir a Estação Ferroviária. A partir desta empreitada, a empresa decidiu explorar o manancial hidráulico do distrito capelanovense.

A fazenda da Cachoeira pertencia a José da Silva Lima (Zé do Pio) e foi adquirida por 100 contos de rés. Meses depois chegavam as turbinas Oerlikon, cuja montagem foi administrada por Paulo Freitas. Dois motores, capacidade da instalação de 250 KW, corrente trifásica, voltagem da transmissão de 6 mil, capacidade da queda de 4.800 cavalos. A usina betinense tinha tanta potência que o Dr. Gravatá chegou a oferecer parte da eletricidade para Divinópolis.

O empreendedorismo local atraiu para o município mais investimentos como matadouros, curtumes e alambiques. Em plena Grande Guerra Mundial, Dr. Gravatá e Dr. Schonoor, deram ao Distrito uma usina, uma das poucas de Minas Gerais. Segundo Anastácio Franco do Amaral, encarregado da usina, as contas de luz só eram cobradas daqueles que podiam pagar.

 

Fontes:

  • Fonseca, Geraldo - Origens da Nova Força de Minas - Betim: Sua história 1711/1975
  • Instituto Histórico IMPHIC - Betim
  • Wikipedia (https://bit.ly/3mDmM2h)
  • ipatrimônio.org (https://bit.ly/3coD9cZ)

 

 

 

Publicado em: 23/11/2021